Amazing Grace

“Amazing Grace”, de Aretha Franklin, é um álbum transcendente. Um regresso ao gospel da sua infância que nunca deixou a sua identidade, foi apenas ganhando novas expressões. Sobre a fluência com que agrega diferentes géneros no seu trabalho, o obituário da Rainha da Soul, escrito pela Pitchfork, traça uma retrospectiva cativante da sua obra

Em 2019 foi lançado o documentário homónimo de “Amazing Grace”. Esteve guardado 40 anos. Aretha sempre se opôs à sua exibição, tendo levantado mais de um processo judicial para impedir que a película chegasse ao público. Após o visionamento, imagina-se porquê: projecta a imagem de uma mulher que não tem controlo absoluto do espaço, parecem ser os homens a conduzir a gravação do disco. Mas retiremos esta análise da equação, lembremo-nos que Franklin está creditada enquanto produtora do LP. Ver o filme enriquece a experiência do álbum e do seu serviço religioso. Recomendam-se ainda as leituras deste artigo do Público e este da NPR sobre o documentário.